6h34

(Source: deposito-de-tirinhas)

"Outro dia, fiquei pensando no mundo sem mim. Há o mundo continuando a fazer o que faz. E eu não estou lá. Muito estranho. Penso no caminhão do lixo passando e levando o lixo e eu não estou lá. Ou o jornal jogado no jardim e eu não estou lá para pegá-lo. Impossível. E pior, algum tempo depois de estar morto, vou ser verdadeiramente descoberto. E todos aqueles que tinham medo de mim ou me odiavam vão subitamente me aceitar. Minhas palavras vão estar em todos os lugares. Vão se formar clubes e sociedades. Será nojento. Será feito um filme sobre a minha vida. Me farão muito mais corajoso e talentoso do que sou. Muito mais. Será suficiente para fazer os deuses vomitarem. A raça humana exagera em tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância."

Charles Bukowski.

(Source: filosofias-de-um-largado)

"Estou me repetindo, dizendo mil vezes a mesma coisa. No fundo, há só uma verdade: me sinto só. Talvez seja essa a causa dos meus males. Ou será o desconhecimento do que sou, como escrevi ontem? O que sei é que a coisas que preocupam podem ser resumidas em poucas palavras: Deus, solidão. E no fundo, o que existe sou eu. Como um grande ponto de interrogação sem resposta."

Caio Fernando Abreu, em Limite Branco.

(Source: casinoboulevard)

"Há alguns dias chove aqui dentro. Sem parar, sem parar. Não faz frio, o que é pior. Lá fora é sol, lá fora é lindo. Deve cheirar flores, deve ser colorido. Mas aqui é úmido, escuro, cinza. Mas não é frio. Quero entender o que acontece. Se chove, tem que fazer frio, não? Não, não quero o frio, também não quero o calor. Só quero entender porquê a chuva não vem a mim por completo. O quê eu fiz, meu Deus, o quê eu fiz pra receber só metades?"

Diego Nunes.

(Source: casinoboulevard)

(Source: bookpocket)

Acho que está mais do que na hora de parar de acreditar mesmo neste mito de  amor romântico. Nesta coisa que a vida tem um quê de bonito, nas canções da Adele, do Nando. Parar de ver o que não tem ora! Parar de sentir. Não, desta coisa de sentimento quero fugir, não mais tentar realizar. Vivi um amor de verdade a vida toda e acho que já me bastou por duas. Não sei. Fico confuso com tanto sentimento, com tanta saudade. Só estou desejando que esta tal vontade se vá, que ele se vá. Dos meus vícios, dos meus motivos. Mesmo eu mandando o tal do pensamento não obedece. Pra ser sincero contigo, sonhei com ele durante toda esta semana. Só hoje foram duas vezes. Três, quatro. Canso de contar os segundos em que não estou ligado a sonho com ele. Em pensamento, em magia, em desejo. Ligado nesta vontade de estar com ele, pra que ele me relembre porque eu estou fazendo esta festa, porque eu não devia estar aqui sozinho chorando no computador em vez de ligar pra um alguém, pra um certo alguém, pra me relembrar que no fundo de ninguém está só. Mas no fundo, está sim! E por isso eu teimo. Ainda mais eu, que estou ligado a alguém que já se foi. Por isso eu tanto quero jogar, me jogar o que devia ter me jogado, que já não teves dó e jogou no lixo, e que de mim nem mais lembra. E se foi. Ele se foi comemorar um aniversário melhor de um garoto melhor. E eu fiquei aqui, com a vela e o bolo - de mal a pior.

(Source: neverforgetthiss)

Nos dois primeiros versos dessa canção, o Pethit diz: “Na noite passada concluí uma coisa: não há amor que valha a pena.” É, acho que ele está certo.

A: O que tu quer?
B: Tudo.
A: Tu não pode ter tudo. Na verdade, tu não quer nada.
B: Ok, eu não quero nada. Eu tenho tudo.
A: Não tem amor.
B: Amor é químico; Aspirina, também.
A: Se fosse químico, tu não tava nessa merda.
B: Se amor não fosse uma merda, eu não precisaria de tanta química.
A: Tu não precisa de química.
B: Preciso do que, então?
A: Precisa amar.
B: Não amo ninguém.
A: Mentira. Só fala de amor.
B: Da falta de amor.
A: Viu? Não é química! Tu precisa.
B: É química. E eu preciso dessa quimíca, então.
A: E porque tu não procura?
B: Porque esse traficante não existe.

Hoje de ti não irei desejar planos de casamentos, sonhos, lamentos. Hoje de ti não irei sonhar, viver a imaginar o que seria de mim, se tu atendesses meus eternos apelos, meus desejos da tua volta, relembrasse medos. Eu que tenho um coração fraco, amargurado, somente gostaria que tu retirasses os meus pesos, esta coisa feia e negra, que carrego, aqui dentro, dentro do peito. Me tira esta dúvida, me diz baixinho, me explica pra esta mente tão fraca, chega em mim sem medo, me diz porque tu não queres ficar. Quanto mais penso menos sei, quanto mais lhe amo, sinto que o suficiente lhe entreguei, então, me explica - explica porque foi tão rápida a tua ida. Explica porque me tornei memória pra ti de maneira tão fácil, porque do teu alívio, porque foi tão fácil para ti a despedida. Fala você, um verso banal, explica pra mim, dá a tua versão coisa e tal - me explica o meu erro, explica onde vacilou o meu acerto, me explica os porquês desta tua nova menina ser a escolhida, me explica onde eu falhei, me explica pelo amor do teu Deus, explica. Me tira esta dúvida, tira de mim esta coisa preta, este coração que virou coisa carnívora e me consome, me come. Me explica porque eu te juro, que apesar de todo este peso, toda esta lágrima, eu tento aceitar a tua ida, trocar a música da vitrola, procurar amor nos astros, na vida. Por que menino, porque foi tão rápida a tua ida? Me explica, me explica! Tira de mim os ‘se’ os ‘serás’, as ‘esperanças’, as tuas ‘palavras bonitas’. Quero logo preencher, com zelo, este buraco no peito. Rasgar o que é teu, salvar a coisa bonita que ainda existe dentro do meu ‘eu’. Quero logo, achar entre dois universos, esta coisa que me falta, esta peça perdida… Para trazê-la logo, de volta a mim, nesta caminhada de alma sozinha.

(Source: neverforgetthiss)

”Parece-me que todas as revoluções terminam com o culto à personalidade – mesmo os chineses parecem precisar de um grande-pai. Penso que isto ocorre em Cuba também, com Che e Fidel… Na tradição do comunismo ocidental, teríamos que criar uma imaginação dos próprios trabalhadores serem para si mesmo a figura do grande-líder. Então, imagine, e tire-nos disto. Lute. Faça do sonhar uma arma. ‘Imagine que não exista nenhum paraíso, É fácil se você tentar, juro. Nenhum inferno abaixo de nós, acima de nós apenas o céu! Imagine todas as pessoas vivendo para hoje. Imagine que não existam países, não é difícil de fazer, nada para matar ou morrer e nenhuma religião também. Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz.” A canção Imagine, que diz, e repete ‘Imagine que não há mais religião, não mais países, não mais política…’ é virtualmente o Manifesto Comunista… Hoje Imagine é um grande sucesso em quase todo lugar. Uma canção anti-religiosa, anti-convencional, anti-capitalista, mas porque ela é suave é aceita. A verdade sempre será aceita. O sonhar e o amor sempre são aceitos.”

Jonh Lennon sobre si mesmo, ‘Imagine’ e atos revolucionários no ano de sua morte.
1940-1980  31 anos sem o músico do amor.

(Source: neverforgetthiss)

"Um velho poeta disse uma vez, que a tal dor do amor, traria a poesia mais bonita… Mas, apesar de tentar fazer e imaginar este texto como o mais bonito e com os mais bonitos versos já escrito neste canto, confesso que nem sei como meus dedos aguentaram escrever até o próximo ponto, até o final da próxima linha… Parece até que a vida, transformou em miséria o meu coração. Tudo me dói tanto, dor que parece que vai doer pra sempre, que nunca vai abandonar-me, nem de vez em quando.Por Deus, por Deus, como fui tremer assim? Como foi me doer assim? Estas palavras caem sujas, manchadas de sangue, negras, como pássaros feridos. Parece até que a tal paz que em mim reinava, nunca mais irá voltar. Apesar de todos os sinais, todas as facas, as brasas que ele me dava, nunca pensei que acabaria assim. Parece-me até que as coisas bonitas nunca aconteceram jamais. Meu Deus, por que, por que você que está aí me lendo, não me avisou antes que mexer com estes sentimentos era algo perigoso? Meu Deus, porque não aprendi na escola que o amor era assim tão doído, tão doloroso… Por que fui abrir meus braços, me entregar aos abraços daquele ser? Deus, por que? Por que tinha que ser ele? Por que ninguém me avisou dele? Por que eu não poderia ter me afligido com algo menos doloroso? Sem essa sensação amargosa na boca? Todos os beijos dele, me trazem veneno a boca… Me tiram o ar, penetram em meu peito, me fazem colocar pra fora com o álcool, todo o amor, almoço, coração e jantar.
Meu Deus, dói tanto, dói tanto - eu levanto a cabeça, aos gritos, chorando, dizendo, gritando. eu que diversas vezes já apanhei da vida, da doença, da falta, da saudade e da amizade nunca imaginei que esta dor que já havia acontecido, pudesse ter superada, não imagina que este amor pudesse me doer como facas, ardentes, que me afundam no peito, me tiram o ar, e saem despejando meus sentimentos. Meu Deus, meu Deus como dói. Como dói ter acreditado nele, como dói ter acreditado noutra mudança, que o tal espírito do moço estava renovado… Mas não renovou. Ele não mudou, o amor dele continua me trazendo a mesma dor. E eu, tolo, faceiro, que acreditei nas cartas e nas magias deste sentimento, que sentei em volta do meu próprio rio das minhas lágrimas, vejo este mesmo rio renascer, nascer novamente enquanto eu fico repetindo os mesmos erros, e tudo continua sem cor, sem ritmo, com peso. Deus, preciso de um abraço, preciso de um beijo, preciso de alguém que me diga que tudo ficarás bem, que essa dor é passageira, que Adele está louca em tocar na minha vitrola, dizendo, que o tal do amor tem que doer. Deus, por que tinha que doer? Me explica, baixinho, me fala com o vento, por que não podia ser…
O que aconteceu comigo? Como fui parar aqui neste poço, no meio deste rio? Como fui acreditar nesta farsa, em toda aquela alegria falsa. Mas tolo fui eu, que tanto acreditei, tanto desenhei nomes em papéis, tanto que desenhei casamentos, filhos, que desenhei uma vida, num sonho. Num tolo sonho, ilusão tola, falsa. Tolo fui eu que racionalizava aqueles pecados, que aceita as chegadas tardias, transformava em poesia, todos aqueles tristes fatos. Tolo fui eu, FUI EU, que acreditei naquele ser que me travava com o pior cachorro, que fazia dos sentimentos falsos, o meu osso… Tolo sou eu, que choro nestas pedras vazias, frias, que tanto acreditei que ele pudesse preencher este vazio, que ele mesmo transformou em dor, impiedosa, total. Tolo fui eu, que deixei que ele roubasse minha coração, minha pureza, minha carência. Fui eu, fui eu, fui eu, mas por que não eu que poderia ter recebido essa alegria? Qualquer dia desses, eu faço uma loucura, grito, pulo da janela pra lua. Qualquer dia, mas hoje não… Não tenho forças pra levantar deste chão. Quem sabe daqui há dez, doze anos, deixe-me então ficar sofrendo, enquanto cato meus pedaços, deitando-me sobre meus próprios cacos. Deixe-me sozinho, vá, vá, todas as tuas palavras tolas de ajuda serão em vão. Hoje, só quero chorar, cortar-me, hoje não. Deixe-me morrer de novo, de novo, de novo… Deixa eu ver minha alegria roubada, dançando com outra alma por aí. Deixe-me então ficar olhando estes reflexos, imaginando o sorriso da linha dele, ouvindo todo este texto enquanto eu o escrevo, a risada dele ao ouvir os meus choros no final da ligação…"

Igor Lopez.

(Source: neverforgetthiss)

"Não gosto desta gente que me despeja tristezas, principalmente entre os sábados à noite, domingos. Não gosto desta gente que fica a me contar das contas, problemas alheios, que me enche de receios, quer de mim as esperanças, alegrias (já tão difíceis) desta vida retirar. Não gosto desta gente que me traz pesadelos, me traz amarguras, fracasso. Não, não, você me entende? Não aguento mais tantas tolices, doses tristes da vida - já tenho as minhas terríveis manias, amores entalados, dores nas costas - para acrescentar mais coisas ruins neste cálculo sobre a vida. Quero boas conversas, bons resultados, pessoas com bons-papo. Quero fitinhas de santos, braços em abraços, coisas bonitas a considerar. Desejo esperanças em vez de me meter entre estas amarguras, fracassos, estes joguinhos sem-fim, contando os dias para a vida acabar. Não quero choros amargurados em mesas de bar - desta vida não peço nada, além de bons motivos para continuar a acreditar. Vou aprender a ignorar esta gente que tanto me assusta, vou sorrir continuando a minha busca, mandar embora estas almas tão secas, que teimam a minha fé tentar retirar"

Igor Lopez.

(Source: neverforgetthiss)

(via momentos-so-meus)

"Na verdade eu não tenho muito para lhe oferecer. Não possuo nada de extraordinário, não sou um gênio, não tenho um coração livre de impurezas. Não sou dona da beleza mais magnífica do planeta.Na verdade posso não ter o suficiente para lhe ofertar. Apenas a minha visão sobre o amor e o mundo e as noites. Apenas as minhas mãos suaves e macias e claras. Apenas a minha alma transparente e rosa. Apenas a minha boca cor de maçã e suave. Apenas o que é meu e posso lhe doar, sem pedir nada em troca: Meu amor. Pode não ser o suficiente, mas talvez seja o melhor que há."

Clarissa Corrêa.

(Source: entreversos, via forcejar)

"Ela não queria se afastar, mas sem querer o fez. Queria saber se alguém sentiria sua ausência ou a saudade imperante. Se algum olhar estava voltado a ela, ou se alguém se importava com os seus sentimentos. Era tão terrível, mas sempre que ela se aproximava, o outro afastava. O barco sempre afundava. Sua luz já estava gasta, pés cansados e memória desgastada. Rumo totalmente declinado. Já não sabia se avançava, ou pausava. Bem que queria não queixar-se, nem deixar-se entristecer, mas não estava na vez dela escolher. Queria recuperar-se, aplaudir-se e voltar a viver. O futuro lhe preocupava, a decepção sempre lhe batia a porta. Havia se entregado a obsessão de se afastar de tudo o que lhe mal fazia. Foi ferida bem no coração, e desde então, vivia cambaleando em cada passo que dava. Se alguém viesse a seu encontro, não precisaria se arrastar a esse enfermo. Estava com medo de espatifar-se como um caco de vidro. Houve um regresso, à tua frente apareceu algo diferente. Algo entrou em sua mente: “Se ela voltar, se eu voltar, os abraços hão de ser milhões. Que é para acabar com esse negócio de viver de tristeza no coração"

(Source: terrorismo-poetico, via terrorismo-poetico)