— Charles Bukowski.
(Source: filosofias-de-um-largado)
— Caio Fernando Abreu, em Limite Branco.
(Source: casinoboulevard)
— Diego Nunes.
(Source: casinoboulevard)
Acho que está mais do que na hora de parar de acreditar mesmo neste mito de amor romântico. Nesta coisa que a vida tem um quê de bonito, nas canções da Adele, do Nando. Parar de ver o que não tem ora! Parar de sentir. Não, desta coisa de sentimento quero fugir, não mais tentar realizar. Vivi um amor de verdade a vida toda e acho que já me bastou por duas. Não sei. Fico confuso com tanto sentimento, com tanta saudade. Só estou desejando que esta tal vontade se vá, que ele se vá. Dos meus vícios, dos meus motivos. Mesmo eu mandando o tal do pensamento não obedece. Pra ser sincero contigo, sonhei com ele durante toda esta semana. Só hoje foram duas vezes. Três, quatro. Canso de contar os segundos em que não estou ligado a sonho com ele. Em pensamento, em magia, em desejo. Ligado nesta vontade de estar com ele, pra que ele me relembre porque eu estou fazendo esta festa, porque eu não devia estar aqui sozinho chorando no computador em vez de ligar pra um alguém, pra um certo alguém, pra me relembrar que no fundo de ninguém está só. Mas no fundo, está sim! E por isso eu teimo. Ainda mais eu, que estou ligado a alguém que já se foi. Por isso eu tanto quero jogar, me jogar o que devia ter me jogado, que já não teves dó e jogou no lixo, e que de mim nem mais lembra. E se foi. Ele se foi comemorar um aniversário melhor de um garoto melhor. E eu fiquei aqui, com a vela e o bolo - de mal a pior.
(Source: neverforgetthiss)
Nos dois primeiros versos dessa canção, o Pethit diz: “Na noite passada concluí uma coisa: não há amor que valha a pena.” É, acho que ele está certo.
B: Tudo.
A: Tu não pode ter tudo. Na verdade, tu não quer nada.
B: Ok, eu não quero nada. Eu tenho tudo.
A: Não tem amor.
B: Amor é químico; Aspirina, também.
A: Se fosse químico, tu não tava nessa merda.
B: Se amor não fosse uma merda, eu não precisaria de tanta química.
A: Tu não precisa de química.
B: Preciso do que, então?
A: Precisa amar.
B: Não amo ninguém.
A: Mentira. Só fala de amor.
B: Da falta de amor.
A: Viu? Não é química! Tu precisa.
B: É química. E eu preciso dessa quimíca, então.
A: E porque tu não procura?
B: Porque esse traficante não existe.
Hoje de ti não irei desejar planos de casamentos, sonhos, lamentos. Hoje de ti não irei sonhar, viver a imaginar o que seria de mim, se tu atendesses meus eternos apelos, meus desejos da tua volta, relembrasse medos. Eu que tenho um coração fraco, amargurado, somente gostaria que tu retirasses os meus pesos, esta coisa feia e negra, que carrego, aqui dentro, dentro do peito. Me tira esta dúvida, me diz baixinho, me explica pra esta mente tão fraca, chega em mim sem medo, me diz porque tu não queres ficar. Quanto mais penso menos sei, quanto mais lhe amo, sinto que o suficiente lhe entreguei, então, me explica - explica porque foi tão rápida a tua ida. Explica porque me tornei memória pra ti de maneira tão fácil, porque do teu alívio, porque foi tão fácil para ti a despedida. Fala você, um verso banal, explica pra mim, dá a tua versão coisa e tal - me explica o meu erro, explica onde vacilou o meu acerto, me explica os porquês desta tua nova menina ser a escolhida, me explica onde eu falhei, me explica pelo amor do teu Deus, explica. Me tira esta dúvida, tira de mim esta coisa preta, este coração que virou coisa carnívora e me consome, me come. Me explica porque eu te juro, que apesar de todo este peso, toda esta lágrima, eu tento aceitar a tua ida, trocar a música da vitrola, procurar amor nos astros, na vida. Por que menino, porque foi tão rápida a tua ida? Me explica, me explica! Tira de mim os ‘se’ os ‘serás’, as ‘esperanças’, as tuas ‘palavras bonitas’. Quero logo preencher, com zelo, este buraco no peito. Rasgar o que é teu, salvar a coisa bonita que ainda existe dentro do meu ‘eu’. Quero logo, achar entre dois universos, esta coisa que me falta, esta peça perdida… Para trazê-la logo, de volta a mim, nesta caminhada de alma sozinha.
(Source: neverforgetthiss)
”Parece-me que todas as revoluções terminam com o culto à personalidade – mesmo os chineses parecem precisar de um grande-pai. Penso que isto ocorre em Cuba também, com Che e Fidel… Na tradição do comunismo ocidental, teríamos que criar uma imaginação dos próprios trabalhadores serem para si mesmo a figura do grande-líder. Então, imagine, e tire-nos disto. Lute. Faça do sonhar uma arma. ‘Imagine que não exista nenhum paraíso, É fácil se você tentar, juro. Nenhum inferno abaixo de nós, acima de nós apenas o céu! Imagine todas as pessoas vivendo para hoje. Imagine que não existam países, não é difícil de fazer, nada para matar ou morrer e nenhuma religião também. Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz.” A canção Imagine, que diz, e repete ‘Imagine que não há mais religião, não mais países, não mais política…’ é virtualmente o Manifesto Comunista… Hoje Imagine é um grande sucesso em quase todo lugar. Uma canção anti-religiosa, anti-convencional, anti-capitalista, mas porque ela é suave é aceita. A verdade sempre será aceita. O sonhar e o amor sempre são aceitos.”
Jonh Lennon sobre si mesmo, ‘Imagine’ e atos revolucionários no ano de sua morte.
1940-1980 31 anos sem o músico do amor.
(Source: neverforgetthiss)
Meu Deus, dói tanto, dói tanto - eu levanto a cabeça, aos gritos, chorando, dizendo, gritando. eu que diversas vezes já apanhei da vida, da doença, da falta, da saudade e da amizade nunca imaginei que esta dor que já havia acontecido, pudesse ter superada, não imagina que este amor pudesse me doer como facas, ardentes, que me afundam no peito, me tiram o ar, e saem despejando meus sentimentos. Meu Deus, meu Deus como dói. Como dói ter acreditado nele, como dói ter acreditado noutra mudança, que o tal espírito do moço estava renovado… Mas não renovou. Ele não mudou, o amor dele continua me trazendo a mesma dor. E eu, tolo, faceiro, que acreditei nas cartas e nas magias deste sentimento, que sentei em volta do meu próprio rio das minhas lágrimas, vejo este mesmo rio renascer, nascer novamente enquanto eu fico repetindo os mesmos erros, e tudo continua sem cor, sem ritmo, com peso. Deus, preciso de um abraço, preciso de um beijo, preciso de alguém que me diga que tudo ficarás bem, que essa dor é passageira, que Adele está louca em tocar na minha vitrola, dizendo, que o tal do amor tem que doer. Deus, por que tinha que doer? Me explica, baixinho, me fala com o vento, por que não podia ser…
O que aconteceu comigo? Como fui parar aqui neste poço, no meio deste rio? Como fui acreditar nesta farsa, em toda aquela alegria falsa. Mas tolo fui eu, que tanto acreditei, tanto desenhei nomes em papéis, tanto que desenhei casamentos, filhos, que desenhei uma vida, num sonho. Num tolo sonho, ilusão tola, falsa. Tolo fui eu que racionalizava aqueles pecados, que aceita as chegadas tardias, transformava em poesia, todos aqueles tristes fatos. Tolo fui eu, FUI EU, que acreditei naquele ser que me travava com o pior cachorro, que fazia dos sentimentos falsos, o meu osso… Tolo sou eu, que choro nestas pedras vazias, frias, que tanto acreditei que ele pudesse preencher este vazio, que ele mesmo transformou em dor, impiedosa, total. Tolo fui eu, que deixei que ele roubasse minha coração, minha pureza, minha carência. Fui eu, fui eu, fui eu, mas por que não eu que poderia ter recebido essa alegria? Qualquer dia desses, eu faço uma loucura, grito, pulo da janela pra lua. Qualquer dia, mas hoje não… Não tenho forças pra levantar deste chão. Quem sabe daqui há dez, doze anos, deixe-me então ficar sofrendo, enquanto cato meus pedaços, deitando-me sobre meus próprios cacos. Deixe-me sozinho, vá, vá, todas as tuas palavras tolas de ajuda serão em vão. Hoje, só quero chorar, cortar-me, hoje não. Deixe-me morrer de novo, de novo, de novo… Deixa eu ver minha alegria roubada, dançando com outra alma por aí. Deixe-me então ficar olhando estes reflexos, imaginando o sorriso da linha dele, ouvindo todo este texto enquanto eu o escrevo, a risada dele ao ouvir os meus choros no final da ligação…"
— Igor Lopez.
(Source: neverforgetthiss)
— Igor Lopez.
(Source: neverforgetthiss)
— Clarissa Corrêa.
(Source: entreversos, via forcejar)
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(Source: terrorismo-poetico, via terrorismo-poetico)



